Como o streaming da Netflix colocou a TV aberta e a cabo de pernas para o ar?

Por Carolina Mendes
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Com o aumento de produtos sob demanda, como a Netflix, muita gente está trocando a TV aberta e a cabo pela comodidade do streaming que transmite dados – geralmente áudio e vídeo – como um fluxo contínuo. No entanto, a provedora global de filmes, documentários e séries de televisão não nasceu com mais de 125 milhões de assinantes, ela vem conquistando pouco a pouco este público desde 1997, inicialmente nos Estados Unidos. O que muita gente não sabe é que a empresa surgiu como um serviço de entrega de DVD pelo correio. Em 1998 o pedido passou a ser encomendado pelo site e entregue em casa, sendo cobrado cada título individualmente. No ano seguinte veio o modelo de assinatura mensal, ou seja, com uma taxa fixa era possível ver quantos DVDs quisesse, o que deixou a Netflix realmente famosa.

Foi só em 2007 que o modelo streaming em vídeo foi apresentado ao público americano. Nesta época os DVDs já começavam a ficar ultrapassados. Para atender de forma personalizada, a Netflix anunciou um concurso para premiar com 1 milhão de dólares a equipe que desenvolvesse o melhor algoritmo de recomendação de conteúdo para os assinantes. Os vencedores melhoravam pouco mais de 10%, mas, no fim das contas, nem foi implementado! A excelente aceitação do streaming fez o serviço atravessar fronteiras e estrear no Canadá em 2010. Não demorou muito, em 2011 chegou no Brasil. Hoje, mais de 190 países tem acesso à plataforma totalmente online, com acesso imediato aos materiais disponíveis em nuvem, sem a necessidade de downloads, e o melhor a um baixo custo financeiro.

Além do acesso fácil a uma gama imensa de conteúdo por um custo acessível, o sucesso da Netflix se deve ao algoritmo inteligente que se encaixa aos gostos de cada usuário de forma perfeita, sugerindo títulos de acordo com o que já foi visto, parece ter sido feito sob medida. O caso mais famoso de conteúdo produzido pela empresa é o “House of Cards”, primeira série original da plataforma, distribuída em 2013. Antes mesmo de começar a filmar, a Netflix sabia que seria um enorme sucesso, pois o algoritmo já havia previsto a alta aderência, após análise do big data fornecido pelos assinantes. Isto porque os dados recolhidos indicavam o combo ideal: o apreço pelo trabalho do diretor David Fincher unido à atuação de Kevin Spacey como protagonista.

Este é um dos exemplos de estratégia baseada em análise de dados, que permite a Netflix investir dinheiro em conteúdo de alta qualidade, minimizando os riscos. Para conseguir atender com excelência uma demanda tão grande de forma personalizada, a empresa precisa acompanhar de perto o que está performando e o que não está.

Hoje, é possível analisar uma imensa quantidade de dados em tempo real. A fórmula criativa da Netflix combina inteligência artificial ao conhecimento humano e gera insights preciosos que demorariam meses para serem alcançados. Sem contar o comportamento do consumidor que está mudando graças a comodidade da tecnologia streaming.

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